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16 de jun. de 2013

"[...] Que país é esse? [...]"



É lindo ver vídeos e textos(microtextos, diga-se de passagem) nas redes sociais(propagados pela população!) que mostram um país revirado por protestos de massa. Isso é um sonho realizado, um sonho buscado desde muito tempo atrás. Porém, antes de mais nada, é preciso definir os motivos dessas manifestações, até então pacíficas, e definir até onde ela quer chegar. Eu vejo uma juventude buscando uma mudança válida, necessária e esperada há anos. Mas até onde essas mudanças serão válidas no vigente sistema que toca nossa sociedade? É importante definir para onde estamos caminhando, porque sabe-se que no atual sistema nenhuma conquista social é definitiva, a medida que temos um histórico de direitos violados por esse nomeado Capitalismo, por leis presentes nesse próprio sistema de opressão ao proletariado.

Na minha humilde, e talvez falha, opinião, para que nossas conquistas futuras nessa onda de manifestações não sejam perdidas, para termos-as garantidas, seria necessária uma revolução sistemática da sociedade brasileira. Sim, eu falo em trocar o modo de produção, do Capitalismo para algo menos desigual, concorrido, desumano e frio. Falo eu de uma sociedade Socialista, onde todos seríamos geridos por um estado mais justo, acabariam todas as explorações trabalhistas, não demandaríamos pagar mais nada que se trata-se de necessidade de vida como saúde, educação, transporte público e afins(pois nada seria privatizado mais, como é privatizado todos os dias no governo Dilma), todas as pessoas seriam tratadas como iguais, inclusive financeiramente, em solo nacional.

Utopia? Talvez. Mas diante do que vejo hoje, nada mais me parece impossível. De leves protestos pacíficos o proletariado, 98% do Brasil, pode fazer sua ditadura, contra quase ninguém. Antes de tudo só é necessário um norte, uma direção a ser seguida, e o palácio do planalto pode ser definitivamente dos brasileiros(de verdade!), aqueles que só tem garantido seu direito de trabalhar para se dignificarem, e não de multinacionais, grandes empresas estrangeiras e lindos gringos que virão pra copa dar mais dinheiro a quem já o tem! Avante, Brasil! Todos nós merecemos mais que o pouco que nos é dado! Abaixo a privatização do que nos é de direito!

14 de jun. de 2013

" [...] Sou mais um a vagar solitário buscando a mim mesmo em você [...] "



Porque, muito talvez, essa é a maior verdade de minha vida. Ou ao menos agora, com certeza essa é a maior verdade que me diz respeito e que me toca. Como diria/cantaria Cássia Éller na minha situação: eu sou um poeta e desaprendi a amar. Porque agora eu busco, pateticamente, nas minhas referências poéticas versos que me inspirem, e isso não pode ser amor. Como ser humano eu erro, minto, sou inconstante, e traio. Mas eu ainda me lembro da sensação de ser divinizado pelo amor e, ah, olhe para mim hoje: uma entrega total com prazo de validade, um querer eterno por qualquer um que me ofereça qualquer migalha parecida com o que já amei, um perdido vagante em busca do que não existe e talvez nunca tenha existido.

Minhas faces são únicas, mas não deixam de ser múltiplas. Eu só escrevo sobre mim e ainda assim me chamo de Socialista. Quero o melhor pro mundo, mas desconheço o que será melhor pra mim. Por hoje, e só por hoje(ou não), gostaria de escrever, e escrevo, frases soltas, um texto feio, sem flores de plástico para me tornar bonito(deixe isso para minha sala). Esse amor, hoje, talvez tenha ido para nunca mais voltar. E eu, frio como um processo de desamor me ensinou a ser, não estou nem perto de chorar.

Espero que um dia alguém possa me dizer que meus pecados(que eu nem sei se existem) sejam perdoados, mas, hoje, minha maior vontade é de mergulhar novamente no vazio da luxúria, porque é isso que eu mereço. Desistir de tudo a essa altura do campeonato faz sentido em meu plano de vida de morrer pelo viagra. Eu sou pouco demais pra mim mesmo, apesar de toda a minha amplitude, por isso devo prosseguir buscando minha vida de ouro perdida em meio a todo meu esgoto construído em pouco tempo se considerarmos o tempo de uma vida. Hoje meu amor não me ligou. Hoje eu quero esquecer quem sou para achar um outro eu menos meu umbigo
.

19 de mai. de 2013

"[...]Quem guarda os portões da Fábrica?[...]"



Qualquer coisa que se diga sobre ciência(qualquer uma!) em nossos tempos não chega aos ouvidos de uma massa, alienada por uma tv a cores linda que tem lindos milhários(funcionários de grandes emissoras, que também alienados, reproduzem o sistema de maneira linda para as massas). E, por mais estranho que isso possa parecer, os críticos desse sistema absolutamente ruim(sob a ótica desses críticos) procuram criticá-lo por meio justo da ciência, ou apresentam fatos muito bem mascarados por funcionários(alienados ou não) desse sistema, que acaba tornando inacessível a "verdade"(Entre aspas porque eu também sou massa, mas da burguesia, e por isso, também não sei se a verdade que me é apresentada na faculdade é realmente verdadeira, pode muito bem ser alguma paranóia introduzida nos meios acadêmicos por outros paranóicos) da maioria.

Quem guarda os portões da fábrica são proletariado, assim como qualquer outra pessoa que trabalhe(inclusive os milhários da tv, que não podem ser julgados, de forma alguma, como explorados, como afirmam os socialistas, na minha opinião). Mas como deglutir tudo isso sem o mínimo senso crítico, como a geografia me ensinou a ter? Isso não é possível! Então, diante disso tudo, eu constatei-me da mesma maneira que eu comecei a isso tudo: perdido!

E, cá pra nós, se um burguesinho(sempre estudioso e, sem modéstias, inteligente
) como eu me vejo perdido em meio a toda essa balbúrdia intelectual, cheio de sensos críticos culpabilizando várias coisas(burguesia, Estado, burrice do proletariado) me cercando, como poderia parcelas do proletariado alienadas pelo sistema que não nasceram em um mini berço de ouro, como eu, entender toda essa confusão? O fato único de todo meu raciocínio aqui exposto, e em minha mente desenvolvido, é que o sistema que se mostrou imperante, provavelmente, será eterno.




12 de mai. de 2013

"[...]E pude ver o quanto errei: te amei mais que a mim![...]"



Esse é um erro que eu nunca cometi. Ser avisado pelo que você julga como pejorativo me poupou de poucas e ruins! E me poupará eternamente, fique sabendo. Nossa relação tem se resumido, por mim, há anos, em frases curtas e leves tentativas de algo maior que rapidamente são abortadas ou por seus foras(pouco sutis) ou simplesmente julgamentos levianos e desnecessários(as vezes pensando no meu bem). Estes, por sua vez, resultam ou no meu silêncio, ou também, na minha ira, porque eu não sou de ferro.

Isso me deixa triste(muito triste) porque tudo seria mais fácil com a sua aceitação dos fatos ou com minha desistência da vida que aprendi a amar ter, apesar de todas as influências opostas. Infelizmente, hoje, se me perguntarem os pontos mais relevantes na personalidade de minha mãe, eu diria apenas pontos negativos(como a irritação, a intolerância, a prepotência), pois esses se destacam, já que têm tendência a se destacar, inclusive em pessoas positivas como eu.

Sei da grande mãe que você foi e é pra mim, e por isso, hoje, preciso te dizer que te amo muito! Sei que muitas nem se quer engoliriam o que você engole, com muito custo. Sei que nem todas se dedicariam única e exclusivamente aos filhos por 10 anos, como você fez. Sei que nem todas teriam a gana que você tem para resolver meus problemas de saúde(que não são poucos). Sei que nem toda mãe teria paciência de me esperar(coisa que você ainda precisa melhorar muito para que eu fique satisfeito, porque você sabe que eu nunca fui assim, nem quis ser assim! ;p) as vezes, como você.

Por tudo isso, e muito mais, nesse dia das mães quero que você saiba o quanto eu te amo(apesar de não te ter no Facebook mais por uma decisão sua de não me aceitar como sou), por gratidão pela mãe maravilhosa que você sempre foi e é! Obrigado mil vezes por tudo! Um beijo do seu filho:

Arthur Rangel B)

4 de abr. de 2013

"[...]É de estarrecer, estar e ser em inglês é a mesma coisa![...]"



É de estar e ser! Que não, não são iguais. Mas esse texto não nasceu pra criticar a língua inglesa, até porque, quisera eu a ter construído. Venho aqui falar de outra coisa, criticar uma outra coisa que eu nunca fiz, nem nunca farei. Pois bem, quero aqui falar sobre essa mania das pessoas de inglês. Isso me revolta, e vai me revirar no túmulo quando alguém disser, mais uma vez, que odeia português, mas utiliza a língua inglesa como se ela fosse a coisa mais linda do mundo.

Inglês é uma língua bonita? Sonoramente, talvez. Mas quem é capaz de conhece-la como eu e quem a fala conhece e ainda assim acha-la superior ao meu lindo, fabuloso e perfeito português? Como ousam vocês proferir uma abobrinha dessas?! Ou vocês acham a simplicidade melhor? Seriam vocês limitados a esse ponto? Não! Me recuso a acreditar a aceitar esse fato como verdadeiro.

And, I'm sure that everybody that try to read this text will understand it. Why? Why, if english is a fucking different language if it's put together with my fabulous portuguese? I can answer it easily, with just one word: simple! English is a fucking simple language! Because of it everybody has power to understand it! And it isnt't aceptable that everybody prefer this shit than portuguese, my fabulous portuguese! That I always will love, until the end of my life, and here, just here, I would love to tell you that I love so much my portuguese!

15 de mar. de 2013

"Autoexplicativa"

"Quando uma pessoa cria uma página numa rede social, torna seu perfil público e compartilha curiosidades do seu cotidiano, isto pode ser carência, exibicionismo, vontade de encontrar amigos antigos, conhecer novos, trocar impressões com outros que comungam do mesmo ofício, enfim, pode ser por milhares de outros motivos ou por todos eles juntos. Quando a tal pessoa é uma escritora que perdeu a dimensão da repercussão dos próprios textos (muitas vezes publicados com a autoria trocada), e que não entende este processo de desumanização que alguns criam porque nos colocam num patamar quase divino, isto pode ser um suicídio, um homicídio, um desastre, uma dádiva. Tudo depende da forma como as coisas são  conduzidas.
Pois bem. Falo de mim. Eu não sou parâmetro para ninguém. Nasci excêntrica, cometo indecências sem o menor pudor e, desde que eu não invada o espaço de ninguém, vivo a minha vida como me convém. Trabalhar a minha espiritualidade ou exercitar diariamente o meu melhoramento como pessoa, não faz de mim uma pessoa meiga, doce, fofa. Nem me obriga a isto. Faz de mim mais compreensiva, mais amorosa. Meu temperamento é intempestivo, meu posicionamento no mundo faz com que eu viva numa eterna autovigilância para não ser hostil. Eu me atiro, diariamente, de um pedestal imaginário que alguns me colocaram e isto é exaustivo. Sou um ser humano cheio de reformulações íntimas para fazer, de questões emocionais para resolver. Várias coisas eu consegui conquistar: a minha autoestima não é arrogância, é um perdão demorado que me dei para aprender a gostar e cuidar de cada detalhe que tenho: características, defeitos e qualidades. Sinto uma gratidão eterna pelo que me dão de afeto e afago, mas não escrevo para receber isto: é consequência. 
Minha nudez não está nas fotos, mas nas palavras. Minha exposição é a maneira mais honesta que encontrei para estar mais próxima de cada um. E é dessa forma que eu interajo com o Mundo: sem economia de qualquer coisa. Sem sutilezas. Sem medo de errar. Sem dar opiniões que não agregam na vida alheia, só para alfinetar. Não tenho vocação para recalques, não sinto inveja. Gosto de tudo o que sou e do que tenho. Não trocaria minha vida, meu corpo, meu estilo de escrita, minhas transgressões pelo “bom comportamento” de ninguém. Eu não trocaria nem os meus problemas se pudesse optar.
Portanto, venham os que quiserem, critiquem, amem ou deixem-me. Mas não se esqueçam que sou humana e tenho esta qualidade: de ter milhões de defeitos para me lapidar. O meu propósito primordial é simples: eu só estou aqui para escrever, para respirar. "




Nem tudo aqui me vale, mas, digo que muito do que temos aqui me traduz, e muito! Marla, te amo! *-*

1 de mar. de 2013

"[...]Saiba que da sua parte resta a escolha: acolher a prenda ou partir[...]"



Dueto amoroso, dueto de duplas, duplas com um só integrante. Indecisão!

"Perde-se a vida, ganha-se a batalha"

Pequeno(maior que eu) fofinho(fofão!) que me encanta(muito!), tenho medo do que está por vir!

"Perde-se a batalha, ganha-se a vida!"

Meu sonho de anos passados, anos e mais anos que nos separam! Anos esses que vivi como se fossem os últimos, apesar de, na soma, serem pouco! Sinto vontade de parar, pausar em alguém que eu saiba que me dará valor, e me preencherá bem. E a única certeza é você! Você que me acompanha, em toda minha intensidade, faz 3 anos.

"Medo escorre entre meus dedos[...] Eu lambo os dedos e saboreio meu próprio medo!"

3 anos, que eu não pretendo desperdiçar por mais uma tentativa promovida por encantos, que sempre me foram passageiros. Hoje eu vejo com mais clareza o que tenho que fazer, depois de muito pensar!

Arthur Rangel B) feat Machado de Asis B) feat Pitty B)

11 de fev. de 2013

"[...]Veio a chuva forte e a derrubou[...]"


E meu céu, branco, que tanto quis ter, está cinza por uns dias. Porque essa é a cor que resta quando alguém está em uma nuvem branca se esbarra com uma nuvem negra chamada de saudade. E sabe o que é mais estranho?! A culpa por essa saudade não ser de ninguém. Até porque, nuvens vão e vem, e isso é uma lei inerente a vida!

Portanto, não há, agora, mágoa ou revolta, mas eu gostava tanto quando pessoas davam jeitos de driblar as nuvens negras...



8 de fev. de 2013

"É preciso amar direito. Um amor, de qualquer jeito!"



E sim, eu preciso amar! Amar de qualquer forma! Amar um vulto que seja, ou uma luz. Meu amor não é complexo, nem muito mesmo complicado! Mas posso chama-lo de completo. Ele só precisa se dar, indiscriminadamente, a qualquer um, diria eu, isso se meu corpo não exigisse algumas coisas! Por isso preciso fazer uma pré seleção anterior a escolha de quem receberá meu amor, e alguns, eu digo que poderiam te-lo pra sempre. Como você, minha mais nova gema.

Sinto que você pode ser eterno, porque, além de fazer muito meu tipo, você ainda tem características que me agradam! Então, estou pronto, inteiro e de braços abertos pra te amar. E, quero é que as más línguas que falam de minha alta rotatividade, queimem!

Porque, você sabe que eu tenho essa vida a la Cazuza, e, Cazuza, num momento como esse, faria o que agora eu faço: daria um foda-se, com palavras sutis(as minha nem tanto) a qualquer coisa contrária a vida que ele levasse. E assim eu gosto e prefiro ser. Falem mau, falem bem, Eu só quero amar da forma que eu sei: me entregando, sem nem querer saber muito a quem!

30 de jan. de 2013

"Verdade: acabei sentindo cada dia igual![...] É mesmo exagero ou vaidade!"



Verdades, tão certas quanto o que me resta: a certeza da certidão da vida que estou levando. Não sei se mereço o título de dono, dono é uma palavra capitalista demais pra mim! Mas, quem sabe, eu não seja, bem lá no fundo, tão frio quanto o sistema que insisto em refutar. Não excluo ninguém, sempre considero todas as vertentes, e penso, essa é a formula de minha verdade irrefutável por mim mesmo e por qualquer outro.

Minha mania de metrificação é um resquício do menino que ficou, aquele garoto exato, mas, criança, plenamente emotivo! Hoje, tudo se inverteu, a exatidão ganhou um ar de humanização e a emoção, um tom negro, duro, seco, neutro, de cálculo de minhas emoções e sensações! Não que o ser emotivo não exista mais, mas tudo se mostra obscuro demais para quem vê só minha superfície.

Afinal, nem eu sei se eu posso chamar a mim de tudo. Porque é igualmente irrefutável a humildade ainda presente em meus traços delimitados por retas humanificadas! Aliás, tudo isso pode ser mera especulação, já que todas essas palavras surgiram do humano, assim como todas as coisas exatas a qual eu me refiro aqui, e, não necessariamente, de um humano sem sentimentos!

18 de jan. de 2013

"Eu falo de amor a vida, você de medo da morte. Eu falo da força do acaso e, você, de azar ou sorte. Eu ando num labirinto e, você, em linha reta[...]"



Ouvir, arte pra poucos. Afinal, se cultura é um termo tão abrangente, por que não usar arte como tal também?! Tenho gostado de devanear porque com isso eu não preciso me calcular, nem, ao menos, me metrificar. Devanear também pode ser uma arte, a arte do humano pelo humano, do ser pelo ser. Mas e se por um ser eu não quiser ser, e quiser ser por outro? E se esse outro, que claro, é um ser por quem eu quero ser ferir o ser por quem estou sendo?! E pior, e se eu acabar machucando um ser tão vulnerável com minha confusão de ser que não sabe bem o que quer ser!?

Para isso existe o amor,o amor desfaz os nós, e os amantes, por mais que nem saibam o que são em minha confusão, se parecem mais com o love que os termos mais formais: namorado, marido, conjugue, etc. E se, meu amor, eu desejar com todo o meu fôlego, dedicar aos amantes?! Ao amante que eu desejo que seja o amorzinho, que eu tenho certeza que mereceria mais todos meus carinhos?! E, ó, amorzinho, não sejas tão gentil, mas também não seja inacessível. Aliás, seja o que quiser ser, porque eu amo a liberdade. Aquela liberdade libertina que, você(s), conhece(m) muito bem!

Ou, ao menos, melhor que a mim mesmo, que não consigo estar solto. Pois dependo das pessoas, mas você, e só você sabe da importância dessas pessoas serem A pessoa para mim. E, no fundo, bem lá no fundo, você bem sabe que, hoje, essa pessoa é você. Mas, se quer saber(ou será que já sabe?), eu posso só continuar sendo quem eu estou sendo, pois estou certo de que dizer eu te amo todos os dias para aquele que um dia eu imaginei perfeito não será uma mentira. Estou certo de que eu consigo amar aquele corpo. Só espero que seja por tempo limitado!

14 de jan. de 2013

"[...]Tanta coisa foi acumulando em nossa vida, e eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder[...]"



E, como sempre, nem todas as coisas que nossas certezas traçam para nós, como o destino, são cumpridas. Assim como o destino pode ser violado pelo nosso querer, nossas certezas também, e, hoje, aqui estou eu pra vos contar como ocorreu o ruir de meu querer anterior.

Estava eu a espera dele, que viria naquela usual mobilete, enquanto eu tomava um açaí de 300 ml na praça mais importante da cidade. Minha pretensão era de oferecer um pouco a ele, porém, perante ao atraso, um tanto habitual, eu acabei com o açaí antes da maestral e tão esperada chegada. E, quando eu o pedi para sentar ao meu lado, tudo o que eu havia pensado antes sumiu, pra dar lugar as dúvidas, que ali surgiram, depois de tanto tempo naquele granito. Boca seca, palavras que não saiam, e, ali, eu já não sabia o que eu queria. Ali, foi quando minha certeza desabou...

Mas eu estava ali por um motivo, e, acontecesse o que acontecesse, eu precisava concertar aquilo tudo! E, subitamente, ao me lembrar disso, eu me lembrei da forma que eu queria começar em meus pensamentos anteriores. E comecei, falando daquilo tudo que nós já estávamos cansados de discutir, mas tudo permanecia no mesmo lugar. E tudo foi acontecendo como o esperado, até que eu abri minhas feições a novos ares, abri minha mente para novas idéias, e, ora, só ganhei o silêncio; que surpresa!

Até o silêncio resolver falar um pouco demorou, mas ele foi conciso em suas palavras: Eu não consigo mais pensar, foi o que eu ouvi. E, diante disso, tive que eu propor uma solução pro problema que eu tinha em mãos. A solução foi dar tempo ao silêncio, pra ele resolver falar. E, foi muito menor que o tempo que dei: em poucas horas aqui estava eu recebendo a ligação decisiva para minha decisão de tentar novamente. E deixe que as certezas caiam pelo chão se isso fizer bem ao nosso coração!

10 de jan. de 2013

"[...]Ego, ego, ego, ego! Love me, love me, love me, love me![...]"

Qualquer ego é inútil, inclusive o meu, mas, algo em mim grita por ele. Se teu ego for maior que o meu, eu não ligo, estou acostumado a ser menor, e, maior também. Eu nunca gostei desse tipo de vinho, mas gosto quando o cálice cai pra direita, e, você sabe, quanto mais direito melhor! Porque eu só gosto do ego quando ele entra nos padrões de moral e bons costumes, e, eu ser um cálice não se encaixa aí, o que faz de mim uma aberração, um despudor, uma desafinação, desordem, bagunça, babado, gritaria, descabelado, descompassado.

E isso tudo é culpa de um ego, que não me ama, não existe, e não me aflige, apesar do tudo. Tudo que me mastiga todos os dias, e me corta e sangra, mas que eu amo! Amo como a única coisa que me fez suspirar, me fez querer viver pra ele, ou ela, eu já nem sei, mas, de uma coisa eu tenho certeza: cálice aquilo nunca foi, ou, se foi, me escondeu isso muito bem.

Símbolos, algo que nunca me interessou, mas que agora eu uso como um espaço, espaço no céu, espaço geográfico de meu texto, tão surreal quanto eu mesmo, ou mim mesmo, a essa altura tanto faz! E eu não quero saber em qual esquina a minha se esbarrará cim teus símbolos, de agora em diante, multifacetários. Eu diria até que o próprio pronome é multifacetário, pois ego, símbolos, cálices e corações não precisam nem de face, nem de sentido para existir... E, sim, esse é um texto que eu terminarei com reticências e fugirei dos meus impecáveis padrões, justamente porque eu odeio coisas fora do lugar...



22 de dez. de 2012

"[...]Por que me mostra um mar se eu quero ver um navio?! O amor sente frio, vista seu casaco! A lágrima não é só de quem chora![...]"

E, então, cheguei a conclusão de que não podemos guardar, sempre, minhas melhores roupas para as situações que eu julgo perfeitas. Tenho sim, que usar as roupas indiscriminadamente, sem esperanças de finais de semana perfeitos, porque, as vezes, a vida não nos permite a perfeição, e você tem que fazer perfeitos os momentos com sua madrinha e afilhada, que vocês se reúnem para... comer!

E, percebam, que, nesse texto, eu falo da verdade, nua e crua, como eu sempre costumo fazer, mas não deixo de fazer metáforas com essa realidade, pois, depois que eu descobri que eu podia metaforizar qualquer espaço, e concretizar qualquer sentimento, eu nunca mais fui o mesmo! Não que antes eu já não fizesse isso, mas, quando você percebe uma coisa boa que você faz, seu raciocínio imediato é de repeti-la, ou, ao menos, até você se cansar dela.

Portanto, esse é um texto que fala por si só, mas dele mesmo, ou não! É como quando eu penso em você 24 horas por dia, e você se diverte ao enfiar o dedo em goelas de travestis, e isso, é sim, com certeza! Nesse texto, eu demonstro muita revolta, mas, na verdade, não é nada do que parece, ou, talvez, seja! Quando eu me decidir sobre isso, ou resolver não me decidir sobre nada, eu juro que te deixarei saber, ou não, já que, você sabe, ou não, que seu namorado deseja um pouco mais de sua atenção!

27 de nov. de 2012

"Décadance avec Élégance[...]"

É, você não sabe a arte de saber andar nem de salto alto, nem de escada rolante! Todo e qualquer salto alto, para você, seria um salto agulha, porque você é do tipo de pessoa que se embola em suas próprias pernas, por mais seguras que elas estejam. Infelizmente esse texto será breve, porque você não agüenta mais seu martírio! E esse texto é só uma forma de você tentar finda-lo, como findou suas vontades, anteriormente, e com extrema facilidade! E isso, claro, é o que mais te dói... Agora, pare de escrever esse texto sem sentido e tente dormir um pouco, te fará bem!

24 de nov. de 2012

"Exagerado, jogado a teus pés, eu sou mesmo exagerado![...]"

Não nasci pra metade, pro incerto, pro mais ou menos! Sou intenso, forte ou muito fraco, 8 ou 80, amor ou desprezo! Gosto de exclamações, de extremismos, de radicalidade! Sou exagero, sim, odeio coisas pela metade, odeio eufemismos, não sou quem diz meias verdades! Amo as pessoas, e isso é incompreensível para um não exagerado, e, quer saber?! Foda-se!

Estou ouvindo Cazuza e ele me inspira, assim como pernas, mãos e bocas! Apesar de, hoje, eu só contemplar membros de uma pessoa! Mas, e daí?! Se eu puder ser sempre exagerado eu agradecerei a Deus, e ao diabo também! Até porque, alguns insistem que eu fui tocado e influenciado por ele! Então tá, estou aqui, tocado pelo diabo e sorrindo! Exagerando e pronto pra ir pra qualquer lugar depois que essa vida passar!

As vezes as pessoas não percebem que me incomodam, e eu prefiro assim, pois até em minha tolerância  eu sou exagerado demais! E, se vocês perceberem, esse testículo é composto apenas por frases encerradas por exclamações! Coisa execrável para as normas de uma boa redação! Mas, se vocês querem saber: estou pouco me fudendo, ou não! Até porque, ser fudido é uma arte pra poucos! E eu sei usar meus dedos a meu favor!

22 de nov. de 2012

"Foi um vendaval, um vento forte que rompeu o que era eu[...]"/"Eu e você[...] pra dizer adeus ao nosso coração![...]"

- Como somos parecidos, né?!

Hoje eu responderia essa pergunta de forma completamente diferente. Até porque, entre nós, risos infantis e verdadeiros não podem mais existir! Muito menos responder qualquer tipo de pergunta, como antes eles podiam. E o mais legal é saber que isso é culpa única e exclusivamente sua! Porque eu tentei, e você, Deus e o mundo sabem disso! Tentei de todas as formas que eu pude e cometi erros inapagáveis, cujo o único irresponsável responsável foi eu!

E, apesar de eu estar te utilizando, pela última vez, como meu objeto interlocutor nesse texto, eu juro que estou fazendo isso única e exclusivamente para mim! Que fui ferroado pelas minhas(Olha que ironia: quase usei a primeira pessoa do plural!) memórias de nossos(Ah, aqui sim! =D) momentos e preciso, agora, marcar em mim algo por cima de você: o fim de todo um sonho(ou pesadelo! ;p) que eu tive nesses mais de 3 anos!

Sim, 3 anos retido(e sendo prejudicado ferreamente!) na mesma memória é tempo demais! Mas, finalmente, essa tua coroa, dentro de mim, caiu por terra. Para o bem de nós dois, acho eu! Já que eu sempre te incomodei tanto ao te encarar com o mesmo sentimento, que durante 3 meses(É pouco demais, vamos combinar!) você gostava de ver em meus olhos!

Então é isso, Bsule(que coisa ridícula! E eu usava isso em meus textos!)! Venho marcar no meu diário nem tão diário assim, uma nova fase em minha vida! Uma fase que já começa com um encanto melhor, mais maduro, mais vivo! E tenho certeza que o objeto desse encanto merece mais que você! Mas, em momento algum nesses mais de 3 anos, te desejei o mal, nem agora! Portanto, boa sorte em sua vida, pois eu estou tendo muita na minha!

5 de nov. de 2012

"[...]Saída de emergência![...]"

E a falta me acompanha, mais um vez. É uma companhia muito ruim, pior que as companhias ruins que eu convivo habitualmente! Mas o que eu posso fazer quanto a isso, não? Afinal, a falta vem de você, pessoa que não tenho direito algum de controlar, até porque, sou a favor da liberdade incondicional, sempre! Com isso, a única opção que me resta é te fazer pedidos ou sugestões.

Optei por sugerir, falando da falta que você tem me feito, mas não vem criando resultados práticos desejáveis! E apesar de constatar isso, esse meu texto também será uma grande sugestão. Explícita, mas que não deixa de ser uma sugestão. Porque não ouso partir pros pedidos porque ainda tenho medos, e um deles é ser um pé no teu saco. E isso é uma coisa que eu nunca gostaria de ser...

Na verdade, meus medos ultimamente estão bem além de nós dois, porque não tenho dúvidas de que nos daríamos bem. O que tem me atormentado ultimamente são dois olhos, verdes, por sinal! Mas não os mesmos olhos verdes que já não me querem mais, e sim novos olhos, ainda mais belos que os anteriores. Estes que vieram como tudo era no início de tudo!


E ao me remeter ao início eu fico me perguntando quanto ao meu fim. E só o que carrego na cabeça são dúvidas, já que, na incerteza, nada pode ser certeiro e conciso como eu gosto de ser. Talvez, eu tenha que desistir de dois grandes sonhos...

27 de out. de 2012

"[...]I wish that I could dance on a single prayer[...]"

Hoje eu não me deixei abater pelo silêncio amargo de teu abandono. Talvez porque apesar de amargo, o seu abandono nem tenha sido um abandono! Na verdade... Me pergunto se o abandono não foi meu. Mas não a você, e sim a mim mesmo. Que não consigo me enxergar bem quando me sinto abandonado.

Talvez eu nem devesse te falar o que eu tanto quero falar, e, se assim for de minha vontade, eu sei que posso não falar. Mas insisto em me colocar em uma condição de fraqueza que nem você, nem eu e nem ninguém saberia explicar! Simplesmente porque nada é capaz de explicar o que não existe. E o nada existe! Tanto que nos toca todos os dias através da distância que insiste em se impor.

Eu ontem fiquei esperando que viesse a mim alguma comprovação de que você me quer. E ela não veio. Por isso comecei a esperar a comprovação de que você não me quer. Mas esta também não veio, apesar de eu conseguir apalpa-la com mais intensidade que a interior. Mas como isso pode ser obra de meu medo eu não sei como prosseguir. E fico até meio perdido, se você quer saber!

Enfim, preciso terminar esse texto uma hora, apesar de me faltar vontade por conta de sua beleza misteriosa que nem minha é. Portanto, adeus, insegurança do meu abandono!

10 de out. de 2012

Por uma nova prosa(.)

E, lendo meus textos antigos por acaso, os peguei para treinar o exercício que a fonoaudióloga me passou essa semana, me dei conta de que mudei muito! Vi os textos que estavam em meu blog antigo e percebi uma mudança brusca em meu jeito de escrever, infelizmente! Me entristeci por ver a forma exposta que eu colocava ali meus sentimentos, em prosa. Eu me traduzia de uma forma que toda a metáfora que criei para começar esse blog, nunca me traduziria! Em texto(em prosa) algum desse novo Arthospicionauta eu me fiz valer tanto como antes eu me fazia valer naquele blog mais feio, menos pomposo, mais a minha cara, registrada em palavras mais simples, não menos complexas e mais sinceras!

Portanto, agora digo aqui, nesse nota proseada, que tentarei voltar a escrever prosas nas formas que antes eu sabia bem como escrever! ;D