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5 de ago. de 2012

Soneto desfigurado para o mais lindo dos anjos



Pelas barbas de Merlin você se fez,
Como um sonho bom, raro, alvo!
Barbas de sonho e também pesadelo!
Literato anjo que em meus braços caiu.

Libertário anjo que pra mim
E também por mim, se fez.
Me desvende mais talentos que eu não sabia ter
Antes de você chegar!

Fabuloso, inesquecivelmente marcante!
Agora me marque mais, me ferroe, me tenha,
Mas deixe-me ter-te também!

Surja em mim como a esperança dos desesperados!
Seja o que faz de minha porta emperrada!
Caia aqui, no meu chão, e faça-o brilhar!

15 de jul. de 2012

Imagem no escuro



Um rosto vazio
Uma boca de sombras
Um pouco de frio
E a noite é uma onda


O suor do quicar
O fogo do olhar
O amor do som
O calor no tom


Se o prazer invadir
Cada vértebra e partir
Já não valem os sinais
De que foste capaz


Foste capaz de gerar
Cada vão penetrar
Todo osso estalar
E gemidos arrancar


Foste todo o calor
Naquele frio do amor
Que na noite invadiu
Aquele corpo e partiu


No final do brincar
De cada músculo pulsar
Resta apenas a lembrança
Do que ficou de nossa dança


Se por acaso olhar
para frente verá
Uma silhueta no ar
Sorrindo após dançar

1 de jul. de 2012

Presente de uma noite


Meu sonho encantado de 1 noite,
Onde estarás nesse dia mórbido?
Caiu no erro de um açoite
Que corta e machuca, o eu mais sórdido.

Aos seus encantos da madrugada me entreguei
E a decepção do seu sol que hoje mastiguei,
Me mostra mais da parte suja que há em mim,
Ao ver que, na verdade, o que eu queria era o seu enfim.

Pequeno, magrelo, de olhos lindos,
Saiba que para sempre será bem vindo.
Fofinho, gostoso, de pernas finas,
Na minha vida te espero, com suas doces mãos pequeninas.



26 de jun. de 2012

Meu pior....

Poesia de rancor manifestado, de tristeza aguda repensada, de coisas que já nem me lembro o que são, mas não tenho coragem de apagar sua humilde intenção. Preferi nela um tom mais áspero do que as palavras passadas, ela é muito mais que um lamento, é um grito.

-Me socorra! Larga de ser frouxo! - eu disse.

E você, como muitas vezes fiz com outros por ti, não me deu resposta alguma...

Entrega mútua?!



Passado que vem como repente,
Que decido não ter mais, daqui pra frente.
Todo o ouro enfim, nunca existiu
Se um nó sobra em nosso fio

O pior é passar, outra vez sozinho, pela tormenta de te querer
E mesmo que eu recorra a alguém, nada me basta além de você
Quero seu tudo, mudado, em vãs gestos, sacralizados
por mim, mas também por mim, sacrificados

Me dê uma certeza de que essa tormenta não venha me atormentar no futuro
Quero o meu passado no presente, mas quero estar nesse presente sem medo e seguro
Mas os sacrifícios parecem ser só meus, e meus eles serão se eu continuar a querer ser teu?
Tudo o que vivi até hoje me ensinou, que tudo nessa vida possui um pouco de rancor

Não acredite em minhas palavras bonitas
Que simplesmente só vês e nelas acreditas
É preciso perceber que para ser feliz não basta apenas o conforto
Felicidade vem de intensidade, de amor, por mais que em você ele pareça morto

Porque amor é entrega, é sangue derramado
É o que se quer unido ao que é doado
Se me "ensinou" a viver bem como sou
Espero que me escute para que mudes a imagem da pessoa que você se mostrou

5 de jun. de 2012

Ausência

"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os seus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nessa terra amaldiçoada
Que ficou sobre minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... Tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."

Vinícius de Moraes B)

22 de mai. de 2012

A poesia que foi e não era pra ter sido.

Olá pessoas que por ventura leiam esse blog, boa noite! depois de alguns meses é bom voltar aqui. No último post eu copiei uma poesia minha que eu havia postado em um outro blog para um trabalho de Psicologia do aprendizado, matéria minha de faculdade. Acontece que a poesia não foi aceita pelo professor, que não explicou direito o que ele queria e disse depois que mostrei a poesia que não serviria. Para não jogar a poesia simplesmente no lixo do esquecimento resolvi posta-la aqui! =D Se vocês notarem eu nem coloquei uma tag nela, pois não a considero uma poesia digna deste blog, pelo fato dele ser extremamente pessoal. Portanto,  por hoje é só isso gente.  ;D

Infância cognitiva


Conhecimento da infância
Deciframento do homem através de relutância
Experimentos com tão miúdos seres
Que até hoje nos revelam pequenas percepções e prazeres


Experiências que mostram para adultos
A igualdade humana que traz uma criança
E destroem, enfim, uma crença
De que bebês só choram, comem  e dormem como pensam os homens cultos


A Psicologia, desde o século XIX, está aí e prova isso
Uma ciência que vem para mostrar, com compromisso
As complexas relações e sistemas da mente humana
E diante dessa dificuldade, levou mais de um século, não uma semana


E a coisa a evoluir
Pois nem as crianças, incapazes diante de adultos, são simples assim
O estudo no comportamento de escolha nos pequeninos, continua a vir
E desse jeito a Psicologia só ajuda a você e a mim

2 de fev. de 2012

Coração para ti

Coração de ouro, de papel
Direção vã, que é para mim o céu
Coração bobo, tolo
Papelão que só enrola bolo

No sete aqui estou
E o coração me acompanhará
Como pode ver, ele sempre se mostrou
Desde o princípio, e ele sempre se mostrará

Pois coração é coração
De origami ou não
Ele sempre me ajudará a te mostrar
O amor que sinto se você a porta dele escancarar:



20 de jan. de 2012

E vocês, o que pensam?.

Faço essas notas para dialogar, afinal um diálogo é sempre bom. Mesmo que mudo, eu gosto de diálogos, mas um diálogo não existe quando mudez é só mudez. Para dialogar eu preciso sentir, de alguma forma, que está havendo interação. Esta nota não se trata de indiretas, não! É mais como um pedido para quem lê, se é que lê. Eu gostaria de ouvir vozes, ao menos ruídos. E espero poder ter de você o que se espera de  leitores inexistentes(ou não): reações(comentários! #fikdik)! Verbalizadas ou não, estas me ajudarão a continuar de alguma forma, seja ela qual for.