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12 de jan. de 2012

O divino em você


Anjo com estrelas em si,
Por que eu se já tens a ti?
Por que me alegras se já tens a mim,
disposto a ser servo seu se Deus queres assim?

Concluo que é bondade,
E só isso explica o que te propões a ser.
Tanta feliz serenidade,
Não caberia a mim ter.

Por isso me ponho a te agradecer:
Obrigado iluminado arcanjo por me querer.
Estrelado divino por sua cor compartilhar.
Meu gigante pequenino, obrigado por me amar.
Seu amante dedicado pretende nunca partir
Porque minimamente e para sempre quero te ajudar a sorrir.
Obrigado anjo, que ouso em tomar como meu,
Por ao menos uma vez me permitir velar o sono seu.


9 de jan. de 2012

Palavras incompletas.

Não que nelas faltem acentos, ou alguma letra. Graficamente, minhas palavras são perfeitas(ou mais perto disso do que as pessoas por aí costumam apresentar suas palavras), como elas nasceram, em um dia da humanidade, pra ser. Porém o que precisa de complemento nas palavras que escrevo é o sentido que busco que elas tenham. Nesse caso minhas palavras, atualmente, são incompletas e tortas, habitualmente. Na minha lista de postagens(a que só eu vejo) estão os meus textos incompletos... Textos estes que apresentam coisas maquinadas pela metade, sentimentos confusos que ainda não se concretizaram, e até, inclusive, a minha imperfeição. São essas palavras que tem me feito, nos últimos dias, um alguém extremamente inquieto quando sento em frente deste computador branco.

3 de jan. de 2012

O eu que me desconhece.

Estou em um momento diferente. O eu de antes deu lugar a um eu diferente, formado por duas pessoas. Estas estão unidas e atreladas a um mesmo destino compartilhado. Portanto, na atual fase, é difícil dizer, com o eu antigo que ainda existe quando sento sozinho de frente para este computador, o que o atual eu sente ou pensa. Isso deve ser discutido, debatido, ou, ao menos, comentado antes de ser dito(no caso aqui, escrito) É como tenho dito(e se não disse, escrevo agora): minha vida está boa demais. Falta motivação para me esforçar por este blog. No futuro, quem sabe. Distante ou não. Quem sou eu para dissertar sobre o desconhecido, não?

3 de dez. de 2011

Casualidade alheia



Caio assim, por mim só
Na contra regra, que agora criticarei.
É o que fazem as pessoas por aí.
Me dei ao luxo de também ser assim,
Mas sem a observação de que os atos alheios me fizeram ser assim.
Afinal, todos são assim por conta do alheio,
Nunca pela vontade de si mesmos.
E assim um ato alheio, gerado por outro ato alheio,
Que tem repercussão sobre outro ato alheio, se concretizam.
Como uma verdade vinda do que é alheio.
Tudo é tão alheio que chega a ser alienadamente... Alheio.
Dessa forma o alheio alienado chega a ser hipócrita,
Mas como quem é hipócrita também é alheio, nem chega-se a perceber.
E vejam: alienação e hipocrisia se confirmam, como duas verdades,
E, o pior, com alta aceitação de conceito correto, por todas as vertentes!

Assumo aqui minha posição, e, quem sabe meu erro,
Porque tenho saudades da época em que eu não percebia esse mundo tão...
Alheio....
Simplesmente alheio.

19 de nov. de 2011

Geóide amorosa







Supresa como liberdade,
Que me toca em suas linhas.
Fronteiras tão obscuras,
Que você fez claras em mim.

Poesia de dois gumes,
Dois coelhos em um só coração.
Que se enraízam além de minhas veias,
Feridas por meus erros prévios,
Caem em meu encanto
Como nunca antes pude sentir.

Que suas coordenadas sejam pra sempre minhas.
Que suas histórias sejam sempre meu fascínio.
Que suas filosofias, que peno para aprender, se cravem em minha pele.
E, finalmente, que carreguemos todo o sentir que em nós existe.

26 de set. de 2011

"Melhor lugar" / Segunda / Amor perfeito

Divagando vagarosamente minha alma se abriu ao espanto da sua laçada. Como o cálice do mais doce vinho, ardendo em minha existência. Sinto-me mais forte perante a sua presença e mais firme diante da sua voz.

O que amo não é você, como a força presente em mim presumiria, e sim tudo o que você é. Cada mania azeda, cada toque liberto e cada palavra presunçosa. Amo os defeitos que são seus e estes são as almas da minha vida, o fervor da minha vontade. Amo-te por quereres até o que em mim se faz feio,  eternizando-me assim com tua beleza.

Obrigado por fluíres-me poesia como no passado, que guardo em mim, todo como modo de saber te sentir e saber por ti sentir. Sejas o que é meu e me terás de forma plena e mais pura que eu puder. Te escrevo essa poesia em prosa como se fosse carta para saberes o quão real seu reflexo é no meu coração, que diante de ti se esbaldas com o sangue mais doce do mundo. Obrigado por tudo e lembre-se sempre, tempo que por mim estaremos juntos, que nada nesse mundo pode ser maior do que o amor que tenho por você.

16 de ago. de 2011

Psico depressivo

Que caia assim no teu nome
O semi-perdão que mereces
Tenha de mim só o desejo e a fome
E o arrependimento e culpa que te padecem

Caiba no seu sonho grande, mas vazio
Coma as entranhas de quem nunca, como eu fiz, te amaria
Fique na sujeira fria que enfim te tens nos braços
Bebê pequeno, que chores agora: o leite está derramado

Suas entrelinhas sujas que escondia
Vieram se fazer claras na sua covardia
Se por clarear você optou
Não espere que eu as aceite como pensou

Se sentido é o que buscava
Saiba que procurou da maneira errada
Faço questão de dar sentido a qualquer pureza
Mas como colocar sentido no que nunca foi sentido?

Manipule, sonhe, arquitete
Panbiopsicopaticamente
Corra,fuja, mas se mostre
Sinta meu desprezo que não mente

Morto passado.

Mais palavras do passado postarei, não há mais motivos para escondê-las. A poesia, seca e fria, tem um título que diz mais a verdade sobre ela na época em que a escrevi do que seu conteúdo todo. Este mostra revolta, mas se havia algo mais forte em mim do que isso era a minha depressão, que, com muita força, eu não fui burro o suficiente deixar que me dominasse. Nem burro o suficiente de permitir que alguém soubesse disso. Agora as coisas mudaram. A poesia já não vale mais como antes. Mas registro aqui meu passado no próximo post.

4 de jul. de 2011

Para um digno fim.

Venho publicar o fim de uma fase com a falta da conclusão do soneto.
Seus vestígios foram rasgados, e os seus versos esquecidos.
De maneira indireta, acho que ele foi parar no bueiro junto com a prata: já arranhada, suja e enferrujada.

2 de jul. de 2011

Melhor momento

Noite clara
Caindo em mim
Pele rara
Que me acorda, sim!

Seu colo
Braços de mãe
Sujo solo
Que aqui nos compõe

Companhia absoluta
Linda, fofa, perfeita
Se faz simples de forma bruta
Meu coração golpeia, sacode, enfeita

Obrigado pelo existir
Pelo achar, falar e marcar
Obrigado pelo sentir
Por me selar, beijar e namorar

Nada pode ser maior
Sentimento bom e grande
Nunca tive melhor
Você é tudo e mais importante

Por ti sempre vou aguardar
Apesar de já te ter
Pois quero pra sempre te mostrar
Meu eterno enorme querer